11.10.2009

casa barco









11.09.2009

7.NOV09






11.08.2009




2.12.2009

Sapatos, Chinelos, Sandálias

Dadá




Realizado por mim e mais quatro amigos
O filme foi seleccionado para a fase final do concurso 4:40 no Porto, em 2008
Short-film Dadá

Ao Pé da Sociedade





A ideia para este documentário, surgiu da necessidade de encontrar um conjunto de pontos de interesse em redor de um determinado tema de modo a cativar a atenção de quem o visse. Assim, ponho as pessoas a olhar para "baixo", para o sapato!

Identificando o estilo utilizado, posso dizer que tinha um objectivo e propósito para a sua utilização. Tencionei focar o sapato como meio condutor da estória, isto é, através dele percorrer os caminhos das pessoas, não tanto a direcção mas a sua intenção. Não filmando caras, optando por planos da cintura para baixo, como uma forma de expressar que o importante não eram as pessoas que ali estavam mas sim os seus percursos e a sua pressa atarefada em se movimentar. Os sapateiros também foram filmados desta forma, sendo que o cuidado e trabalho que eram depositados no sapato era o que interessava captar.

A minha escolha do estilo é só uma das hipóteses possíveis que tinha para filmar este documentário, mais haveriam, e secalhar até melhores, agora que vejo o produto final.

Quanto ao documentário, este mostra por outro prisma, que a sociedade em que vivemos é uma de consumo e de pressa constante, em adquirir, em utilizar e em deitar fora, a narração é quase toda ela feita pelos sapateiros entrevistados, sendo da boca deles que saem as conclusões que o documentário pretende transmitir. Mas não é só sobre isso; existem cenas em que tentei captar a beleza da profissão de sapateiro e de engraxador, que se encontram ambas em extinção. Esta extinção encontra-se ela própria relacionada com as características desta sociedade. Daí a relação entre os sapateiros, e o

seu trabalho, e a sociedade em si, e o ponto de vista do prisma do sapato, condutor da história. No final a cena que contêm os miúdos a brincarem virados para a câmera representa a forma como estes reagem a toda esta morte de profissões e a uma época de

consumo e materiais de plástico recicláveis. Eles são filhos desta própria época sendo que nem se apercebem de muitas destas coisas. Estão completamente à vontade e enquadrados nela sendo que vivem pelas suas regras e normas. O acordionista foi um senhor que encontrei a tocar este instrumento na rua, sendo que aproveitei este som por

ser algo nostálgico e por nos remeter para um outro tempo, além disso simboliza um pouco os sons da rua e do quotidiano, local em que as pessoas transitam. O som do documentário é todo ele natural, chegando por vezes a ser um pouco confuso, principalmente na loja do senhor Amadeu, em que existe o rádio,o martelo, as pessoas a entrar e sair, e ainda a música do acordionista. Todo este som ao longo do documentário é importante e simbólico desta azáfama e confusão, do vai e vem de pessoas e das suas

vidas atarefadas.

12.10.2008

Ruralidade


12.09.2008


dada



Places - Cvl








fotografias por rita lino

Lust


Retratos da Covilhã




Black and White Cvl II







primeira fotografia foi tirada pelo francisco petrucci

Black and White Cvl I





12.08.2008

Esta noite sonhei que um homem me tirava fotografias embora eu não quisesse ser fotografado.
Eu gritava com ele dizendo-lhe que parasse mas ele continuava, simplesmente.
A sua máquina fotográfica estava ligada por um fio à cabeça de uma galinha. O cérebro da galinha era onde as fotografias eram guardadas. O seu cérebro era a base de dados, a memória, o rolo do filme.
Quando ele já não me tirava mais fotografias e "aquilo" acabara finalmente, lembro-me de ver uma passadeira onde estava a galinha. Todas as pessoas que passavam se desviavam dela.
A única imagem que tenho deste momento é uma multidão de pés. O plano corta as pessoas da cintura para cima. A galinha nervosa de um lado para o outro fugindo dos pés, embora as pessoas fossem as primeiras a se desviarem dela. O fotógrafo passa também ele a passadeira e acidentalmente pisa a galinha. Mesmo na cabeça, esmagando-a!

12.02.2008

Eu já não sou do tempo...

Eu já não sou do tempo da abstenção de consciência.

Eu já não sou do tempo do arroz a 5 tostões.

Eu já não sou do tempo das filas de espera intermináveis.

Eu já não sou do tempo das pessoas razoáveis.

Eu já não sou do tempo da web unidireccional.

Eu já não sou do tempo de Salazar.

Eu já não sou do tempo do cinema mudo.

Eu já não sou do tempo dos sinais de fumo.

Eu já não sou do tempo dos serões de rádio em família.

Eu já não sou do tempo da acid wave de São Francisco.

Eu já não sou do tempo das cruzadas.

Eu já não sou do tempo das batalhas campais.

Eu já não sou do tempo dos cowboys.

Eu já não sou do tempo do tabaco de mascar.

Eu já não sou do tempo das ceroulas.

Eu já não sou do tempo do machismo.

Eu já não sou do tempo da guilhotina.

Eu já não sou do tempo do cachimbo.

Eu já não sou do tempo do Camilo.

Eu já não sou do tempo do fiar da lã.

Eu já não sou do tempo em que nevava na Covilhã.

Eu já não sou do tempo da Amália.

Eu já não sou do tempo do Lawrence da Arábia.

Eu já não sou do tempo do pão cozido a lenha.

Eu já não sou do tempo da ordenha.

Eu já não sou do tempo em que se jogava às cartas no jardim.

Eu já não sou do tempo do pássaro extinto, o kiwi.

Eu já não sou do tempo do dominó.

Eu já não sou do tempo do Aniki Bobo.


Eu já não sou do tempo de antigamente.


Eu já não vou a tempo do tempo do presente.


11.30.2008

À medida q circulava menos límpida mais gasta,
as trocas mais dependiam da vontade desta.
Ela é modesta alimentando-se de si mesma,
morando numa algibeira prestes a mudar de residência.
Pode dar-te influência ou, levar te à falência,
vivendo da dependência do consumo e da ganância.
Ideologias postas em prática, da capitalista às utópicas,
todas visam angariá-la formando uma espécie de monopólio.
Negócios sem causa justa, muitos a usam de forma injúria,
pelo poder, pela luxúria, desde a revolução da indústria.
A concentração das fortunas à custa da decadência de uns.

11.24.2008



se isto não é muito bom?

1.10.2008

I can't remember the last time I cried,
If it was a rainy day or the sun looked high.
I wanted so much this to happen
I forgot how's it like.
The salty sea from my eyes
I see to clearly the sun rise.
Stupid, insignificant, full lie.
Brain commands body to act with pride.
Contigo na tua cama posso desligar-me.
Quanto menos sinto, menos me posso afectar
Pergunto-me o que sentes enquanto nos deitamos.
Eu não sei o que estou a pensar
mas isso é melhor para mim.
Quando acordo de manhã,
Ainda sentimos o mesmo?
quando acordo de manhã,
será que mudaste?
Porque eu ainda sinto o mesmo.

11.17.2007

Tenho estas insónias. Terríveis, infinitas.
Um estado de torpor entre a realidade e o que há para além dela.
Quero uma pílula milagrosa, a droga que me permita sair desta intemporalidade de horas perdidas.
De Nova Iorque a Tóquio, vou, da Babilónia a Marte.
Insignificantes poeiras cósmicas sou, Leviatã marinho enorme.
Dos princípios dos sonhos ao infinito.
Dalí e Klimt, dali e daqui.
Livre como uma borboleta, fantoche e marreta. A metamorfose.
Engano as horas a mim próprio, semi-traído unicórnio.

Que grande embróglio, eu e o meu relógio…
Que torpor e desagradável sensação, o cobertor e o colchão.

10.13.2007

tu caiste do céu como uma bomba nuclear
vi sangue e bocados de carne voarem por todo o lado
eu vi a luz
eu vi a luz

os prédios desmoronaram-se
os baloiços nos jardins foram devorados pelo fogo
eu vi a luz
eu vi a luz

abraçaste a cidade no teu cogumelo de fumo
e subiste na dierção dos céus todo poderoso
eu vi a luz
eu vi a luz

10.11.2007

ele diz:
- prova que me amas!
ela diz:
- muito bem! como devo fazê-lo?
ele diz:
- encontra o rapaz com que mais te identificas nesta sala, que não eu, e beija-o como se fosse a pessoa da tua vida. Liberta-te, encontra-te e sê para sempre a pessoa que poderás vir a ser.

10.08.2007

não tenho bossa mas sou camelo,
não estou numa fossa mas estou lá perto.
embebido no niilismo do vinho
do vinho,
do vinho!
despegado de tudo aquilo em que já não acredito
ahh
mais fundo,
mais fundo!
no hemisfério sul do mundo.

9.06.2007

Beladona

Conheço esta rapariga, bela dona, baixinha e bonitona.
Desde que a conheço que esta foi para mim uma referência.
Sublime estravagância, toques de irreverência.
Do classic ao bounce, funk, house, locks, dread`s.
I like the way she dance!

Mas isto é agora, que agente se conhece, porque antes, esquece.
via-a nos caroceis com aquelas meias às redes
pensava nela, mas só às vezes.
Eu sempre gostei das relações de poucos meses
e nestes tempos nada se passara de forma diferente.

Ela chegou-se a mim e eu disse que sim.
nunca lhe dera a devida atenção, sempre fugi da ocasião
tratava-a como uma estranha, com medo da opinião alheia
Bom, que seja. Só quero lamentar a minha sobeja
Quando agente se beija, como o mundo se transforma e lateja.

Ela hoje está longe...
Não lamento.
Perco algum do meu tempo com suposições.

Odeio conclusões de ocasião.

Hoje estou igual, académico irracional boémio

1.11.2007

Necessidades

As sociedades ditas modernas alargam hoje o nosso leque de produtos disponíveis e apelam incessantemente à sua compra, por mais dispensável e de carácter inútil que o objecto seja para as nossas vidas. A publicidade parece ter a função de nos informar do contrário, e a coisa até tem corrido bem para os anunciantes, a verdade é que a publicidade aumenta as vendas e o consumismo parece ter vindo para ficar. As tendências formadas pela publicidade bombardeiam-nos e estar fora da corrente social é uma das causas geradoras do descontentamento individual e dos estereótipos sociais, no geral. Outros existem.

A questão que eu gostaria de aqui comentar, dando um ponto de vista pessoal, é a da necessidade. A palavra necessidade vem definida nos dicionários por: algo de que se precisa mesmo; indispensável; imprescindível. Como se de um elemento essencial à vida se tratasse.

A liberalização dos mercados leva-nos a ter mais objectos disponíveis nas nossas vidas, e assim, a facilitá-las, o que não levanta o problema em questão, ou seja, porque não ter acesso a mais condições de vida desde que haja dinheiro para comprar determinados produtos?

Cria-se assim um novo conceito de necessidade em que esta deixa de estar relacionada com a condição da necessidade de viver mas, a de facilitar a vida. Este novo conceito tem até como adjacentes a origem de novos problemas de saúde como os diabetes e a obesidade, derivados tanto do modo de vida desenfreado, em que existe a necessidade de uma alimentação menos cuidada e por isso se recorre ao fast-food, como do modo de vida facilitado. Estes problemas de saúde podem ainda ser derivados da necessidade de pertença, são os casos da bulimia e da anorexia. Outros existem.

O outro problema que se levanta reside na expansão desse mesmo conceito. Os costumes criados pelo nosso modo de vida e a implementação deste novo conceito de necessidade, aos quais aprendemos a chamar de direitos, influem, por vezes, com os conceitos de outras culturas. A ideia de criar um mundo à imagem do nosso, ocidentalizando-o, deixa pouco espaço para a subsistência de outros modos de vida mais tradicionais. È certo que existem necessidades básicas, lá está, a de vida, que por vezes é menosprezada em certas culturas, mas mesmo assim acredito que deva haver um meio-termo de coexistência e que as nossas necessidades adquiridas não sejam necessariamente as mundiais, não se nem todos os povos estejam de acordo.

6.09.2006

Povo(acção)

A estrutura das casas, tanta segurança…
Mas eu quero viajar, voar pra`lem
Já que em minha porta ninguém é bem-vindo.
Carne para a matança,
Numa balança em desequilíbrio.

Consigo fugir de um sítio
Sedentário, não!
Raízes as minhas podres estão
Do meu pensamento ladrão, lá para os lados do Índico.

O fundo da questão é fictício, ou não…
Para mim desperdício são
Horas (desperdiçadas) frente a uma televisão.
As horas são mais espaçadas entre dois golos de uma garrafa
Amigos são risadas que se encontrarão.

Já quis com mais força
Mudar o mundo de ponta a ponta.
Hoje prefiro a forca
A ter de discutir com gente que se ignora.

O caos sopra, aos cantos
Ventos vigilantes,
A revolta dos maus com pistolas e paus
Fiel, ignorante, grande e omnipotente.