Jun 16, 2010

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Dec 28, 2009





Dec 18, 2009

Nov 9, 2009

Nov 8, 2009

Feb 12, 2009

Sapatos, Chinelos, Sandálias

Untitled from Igor Dimitri on Vimeo.

Dadá




Realizado por mim e mais quatro amigos
O filme foi seleccionado para a fase final do concurso 4:40 no Porto, em 2008
Short-film Dadá

Dec 10, 2008

Dec 9, 2008

dada








fotografias por rita lino

Dec 8, 2008

Esta noite sonhei que um homem me tirava fotografias embora eu não quisesse ser fotografado.
Eu gritava com ele dizendo-lhe que parasse mas ele continuava, simplesmente.
A sua máquina fotográfica estava ligada por um fio à cabeça de uma galinha. O cérebro da galinha era onde as fotografias eram guardadas. O seu cérebro era a base de dados, a memória, o rolo do filme.
Quando ele já não me tirava mais fotografias e "aquilo" acabara finalmente, lembro-me de ver uma passadeira onde estava a galinha. Todas as pessoas que passavam se desviavam dela.
A única imagem que tenho deste momento é uma multidão de pés. O plano corta as pessoas da cintura para cima. A galinha nervosa de um lado para o outro fugindo dos pés, embora as pessoas fossem as primeiras a se desviarem dela. O fotógrafo passa também ele a passadeira e acidentalmente pisa a galinha. Mesmo na cabeça, esmagando-a!

Dec 2, 2008

Eu já não sou do tempo...

Eu já não sou do tempo da abstenção de consciência.

Eu já não sou do tempo do arroz a 5 tostões.

Eu já não sou do tempo das filas de espera intermináveis.

Eu já não sou do tempo das pessoas razoáveis.

Eu já não sou do tempo da web unidireccional.

Eu já não sou do tempo de Salazar.

Eu já não sou do tempo do cinema mudo.

Eu já não sou do tempo dos sinais de fumo.

Eu já não sou do tempo dos serões de rádio em família.

Eu já não sou do tempo da acid wave de São Francisco.

Eu já não sou do tempo das cruzadas.

Eu já não sou do tempo das batalhas campais.

Eu já não sou do tempo dos cowboys.

Eu já não sou do tempo do tabaco de mascar.

Eu já não sou do tempo das ceroulas.

Eu já não sou do tempo do machismo.

Eu já não sou do tempo da guilhotina.

Eu já não sou do tempo do cachimbo.

Eu já não sou do tempo do Camilo.

Eu já não sou do tempo do fiar da lã.

Eu já não sou do tempo em que nevava na Covilhã.

Eu já não sou do tempo da Amália.

Eu já não sou do tempo do Lawrence da Arábia.

Eu já não sou do tempo do pão cozido a lenha.

Eu já não sou do tempo da ordenha.

Eu já não sou do tempo em que se jogava às cartas no jardim.

Eu já não sou do tempo do pássaro extinto, o kiwi.

Eu já não sou do tempo do dominó.

Eu já não sou do tempo do Aniki Bobo.


Eu já não sou do tempo de antigamente.


Eu já não vou a tempo do tempo do presente.


Nov 30, 2008

À medida q circulava menos límpida mais gasta,
as trocas mais dependiam da vontade desta.
Ela é modesta alimentando-se de si mesma,
morando numa algibeira prestes a mudar de residência.
Pode dar-te influência ou, levar te à falência,
vivendo da dependência do consumo e da ganância.
Ideologias postas em prática, da capitalista às utópicas,
todas visam angariá-la formando uma espécie de monopólio.
Negócios sem causa justa, muitos a usam de forma injúria,
pelo poder, pela luxúria, desde a revolução da indústria.
A concentração das fortunas à custa da decadência de uns.

Jan 10, 2008

I can't remember the last time I cried,
If it was a rainy day or the sun looked high.
I wanted so much this to happen
I forgot how's it like
The salty sea from my eyes
I see to clearly the sun rise.
Stupid, insignificant, full lie.
Brain commands body to act with pride.
Contigo na tua cama posso desligar-me.
Quanto menos sinto, menos me posso afectar
Pergunto-me o que sentes enquanto nos deitamos.
Eu não sei o que estou a pensar
mas isso é melhor para mim.
Quando acordo de manhã,
Ainda sentimos o mesmo?
quando acordo de manhã,
será que mudaste?
Porque eu ainda sinto o mesmo.

Nov 17, 2007

Tenho estas insónias. Terríveis, infinitas.
Um estado de torpor entre a realidade e o que há para além dela.
Quero uma pílula milagrosa, a droga que me permita sair desta intemporalidade de horas perdidas.
De Nova Iorque a Tóquio, vou, da Babilónia a Marte.
Insignificantes poeiras cósmicas sou, Leviatã marinho enorme.
Dos princípios dos sonhos ao infinito.
Dalí e Klimt, dali e daqui.
Livre como uma borboleta, fantoche e marreta. A metamorfose.
Engano as horas a mim próprio, semi-traído unicórnio.

Que grande embróglio, eu e o meu relógio…
Que torpor e desagradável sensação, o cobertor e o colchão.

Oct 13, 2007

tu caiste do céu como uma bomba nuclear
vi sangue e bocados de carne voarem por todo o lado
eu vi a luz
eu vi a luz

os prédios desmoronaram-se
os baloiços nos jardins foram devorados pelo fogo
eu vi a luz
eu vi a luz

abraçaste a cidade no teu cogumelo de fumo
e subiste na dierção dos céus todo poderoso
eu vi a luz
eu vi a luz

Oct 11, 2007

ele diz:
- prova que me amas!
ela diz:
- muito bem! como devo fazê-lo?
ele diz:
- encontra o rapaz com que mais te identificas nesta sala, que não eu, e beija-o como se fosse a pessoa da tua vida. Liberta-te, encontra-te e sê para sempre a pessoa que poderás vir a ser.

Oct 8, 2007

não tenho bossa mas sou camelo,
não estou numa fossa mas estou lá perto.
embebido no niilismo do vinho
do vinho,
do vinho!
despegado de tudo aquilo em que já não acredito
ahh
mais fundo,
mais fundo!
no hemisfério sul do mundo.

Sep 6, 2007

Beladona

Conheço esta rapariga, bela dona, baixinha e bonitona.
Desde que a conheço que esta foi para mim uma referência.
Sublime estravagância, toques de irreverência.
Do classic ao bounce, funk, house, locks, dread`s.
I like the way she dance!

Mas isto é agora, que agente se conhece, porque antes, esquece.
via-a nos caroceis com aquelas meias às redes
pensava nela, mas só às vezes.
Eu sempre gostei das relações de poucos meses
e nestes tempos nada se passara de forma diferente.

Ela chegou-se a mim e eu disse que sim.
nunca lhe dera a devida atenção, sempre fugi da ocasião
tratava-a como uma estranha, com medo da opinião alheia
Bom, que seja. Só quero lamentar a minha sobeja
Quando agente se beija, como o mundo se transforma e lateja.

Ela hoje está longe...
Não lamento.
Perco algum do meu tempo com suposições.

Odeio conclusões de ocasião.

Hoje estou igual, académico irracional boémio

Jun 9, 2006

Povo(acção)

A estrutura das casas, tanta segurança…
Mas eu quero viajar, voar pra`lem
Já que em minha porta ninguém é bem-vindo.
Carne para a matança,
Numa balança em desequilíbrio.

Consigo fugir de um sítio
Sedentário, não!
Raízes as minhas podres estão
Do meu pensamento ladrão, lá para os lados do Índico.

O fundo da questão é fictício, ou não…
Para mim desperdício são
Horas (desperdiçadas) frente a uma televisão.
As horas são mais espaçadas entre dois golos de uma garrafa
Amigos são risadas que se encontrarão.

Já quis com mais força
Mudar o mundo de ponta a ponta.
Hoje prefiro a forca
A ter de discutir com gente que se ignora.

O caos sopra, aos cantos
Ventos vigilantes,
A revolta dos maus com pistolas e paus
Fiel, ignorante, grande e omnipotente.

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