Jul 11, 2010
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May 30, 2010
May 19, 2010
Jan 3, 2010
Dec 28, 2009
Dec 18, 2009
Nov 9, 2009
Nov 8, 2009
Feb 12, 2009
Dadá
Realizado por mim e mais quatro amigos
O filme foi seleccionado para a fase final do concurso 4:40 no Porto, em 2008
Short-film Dadá
Dec 10, 2008
Dec 9, 2008
Dec 8, 2008
Eu gritava com ele dizendo-lhe que parasse mas ele continuava, simplesmente.
A sua máquina fotográfica estava ligada por um fio à cabeça de uma galinha. O cérebro da galinha era onde as fotografias eram guardadas. O seu cérebro era a base de dados, a memória, o rolo do filme.
Quando ele já não me tirava mais fotografias e "aquilo" acabara finalmente, lembro-me de ver uma passadeira onde estava a galinha. Todas as pessoas que passavam se desviavam dela.
A única imagem que tenho deste momento é uma multidão de pés. O plano corta as pessoas da cintura para cima. A galinha nervosa de um lado para o outro fugindo dos pés, embora as pessoas fossem as primeiras a se desviarem dela. O fotógrafo passa também ele a passadeira e acidentalmente pisa a galinha. Mesmo na cabeça, esmagando-a!
Dec 2, 2008
Eu já não sou do tempo da abstenção de consciência.
Eu já não sou do tempo do arroz a 5 tostões.
Eu já não sou do tempo das filas de espera intermináveis.
Eu já não sou do tempo das pessoas razoáveis.
Eu já não sou do tempo da web unidireccional.
Eu já não sou do tempo de Salazar.
Eu já não sou do tempo do cinema mudo.
Eu já não sou do tempo dos sinais de fumo.
Eu já não sou do tempo dos serões de rádio em família.
Eu já não sou do tempo da acid wave de São Francisco.
Eu já não sou do tempo das cruzadas.
Eu já não sou do tempo das batalhas campais.
Eu já não sou do tempo dos cowboys.
Eu já não sou do tempo do tabaco de mascar.
Eu já não sou do tempo das ceroulas.
Eu já não sou do tempo do machismo.
Eu já não sou do tempo da guilhotina.
Eu já não sou do tempo do cachimbo.
Eu já não sou do tempo do Camilo.
Eu já não sou do tempo do fiar da lã.
Eu já não sou do tempo em que nevava na Covilhã.
Eu já não sou do tempo da Amália.
Eu já não sou do tempo do Lawrence da Arábia.
Eu já não sou do tempo do pão cozido a lenha.
Eu já não sou do tempo da ordenha.
Eu já não sou do tempo em que se jogava às cartas no jardim.
Eu já não sou do tempo do pássaro extinto, o kiwi.
Eu já não sou do tempo do dominó.
Eu já não sou do tempo do Aniki Bobo.
Eu já não sou do tempo de antigamente.
Eu já não vou a tempo do tempo do presente.
Nov 30, 2008
as trocas mais dependiam da vontade desta.
Ela é modesta alimentando-se de si mesma,
morando numa algibeira prestes a mudar de residência.
Pode dar-te influência ou, levar te à falência,
vivendo da dependência do consumo e da ganância.
Ideologias postas em prática, da capitalista às utópicas,
todas visam angariá-la formando uma espécie de monopólio.
Negócios sem causa justa, muitos a usam de forma injúria,
pelo poder, pela luxúria, desde a revolução da indústria.
A concentração das fortunas à custa da decadência de uns.
Jan 10, 2008
Quanto menos sinto, menos me posso afectar
Pergunto-me o que sentes enquanto nos deitamos.
Eu não sei o que estou a pensar
mas isso é melhor para mim.
Quando acordo de manhã,
Ainda sentimos o mesmo?
quando acordo de manhã,
será que mudaste?
Porque eu ainda sinto o mesmo.
Nov 17, 2007
Tenho estas insónias. Terríveis, infinitas.
Um estado de torpor entre a realidade e o que há para além dela.
Quero uma pílula milagrosa, a droga que me permita sair desta intemporalidade de horas perdidas.
De Nova Iorque a Tóquio, vou, da Babilónia a Marte.
Insignificantes poeiras cósmicas sou, Leviatã marinho enorme.
Dos princípios dos sonhos ao infinito.
Dalí e Klimt, dali e daqui.
Livre como uma borboleta, fantoche e marreta. A metamorfose.
Engano as horas a mim próprio, semi-traído unicórnio.
Que torpor e desagradável sensação, o cobertor e o colchão.
Oct 13, 2007
vi sangue e bocados de carne voarem por todo o lado
eu vi a luz
eu vi a luz
os prédios desmoronaram-se
os baloiços nos jardins foram devorados pelo fogo
eu vi a luz
eu vi a luz
abraçaste a cidade no teu cogumelo de fumo
e subiste na dierção dos céus todo poderoso
eu vi a luz
eu vi a luz
Oct 11, 2007
Oct 8, 2007
Sep 6, 2007
Beladona
Desde que a conheço que esta foi para mim uma referência.
Sublime estravagância, toques de irreverência.
Do classic ao bounce, funk, house, locks, dread`s.
I like the way she dance!
Mas isto é agora, que agente se conhece, porque antes, esquece.
via-a nos caroceis com aquelas meias às redes
pensava nela, mas só às vezes.
Eu sempre gostei das relações de poucos meses
e nestes tempos nada se passara de forma diferente.
Ela chegou-se a mim e eu disse que sim.
nunca lhe dera a devida atenção, sempre fugi da ocasião
tratava-a como uma estranha, com medo da opinião alheia
Bom, que seja. Só quero lamentar a minha sobeja
Quando agente se beija, como o mundo se transforma e lateja.
Ela hoje está longe...
Não lamento.
Perco algum do meu tempo com suposições.
Odeio conclusões de ocasião.
Hoje estou igual, académico irracional boémio
Jun 9, 2006
A estrutura das casas, tanta segurança…
Mas eu quero viajar, voar pra`lem
Já que em minha porta ninguém é bem-vindo.
Carne para a matança,
Numa balança em desequilíbrio.
Consigo fugir de um sítio
Sedentário, não!
Raízes as minhas podres estão
Do meu pensamento ladrão, lá para os lados do Índico.
O fundo da questão é fictício, ou não…
Para mim desperdício são
Horas (desperdiçadas) frente a uma televisão.
As horas são mais espaçadas entre dois golos de uma garrafa
Amigos são risadas que se encontrarão.
Já quis com mais força
Mudar o mundo de ponta a ponta.
Hoje prefiro a forca
A ter de discutir com gente que se ignora.
O caos sopra, aos cantos
Ventos vigilantes,
A revolta dos maus com pistolas e paus
Fiel, ignorante, grande e omnipotente.
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- dimi
- Porto, Portugal













































